Fósseis de um pinguim que viveu 36 milhões de anos atrás, com aproximadamente 1,50 metro de altura, fornece algumas pistas sobre as características e a evolução do animal, indicou a paleontologista Julia Clarke, da Univesidade do Texas, em Austin, nos EUA.
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"Antes desse fóssil, não tínhamos evidência sobre as penas, a cor ou as asas dos pinguins. Tínhamos dúvidas, e esta é a primeira oportunidade para começarmos a respondê-las", comentou ela sobre o estudo do fóssil publicado na revista "Science".
Os restos do animal estavam na Reserva Nacional de Paracus, no Peru, e colaboram com especulações anteriores de que os pinguins desenvolveram a estrutura corporal e as nadadeiras para nadarem mais rápidos.
As espécies são altamente adaptadas a ambientes gelados e aquáticos, e as alterações tanto corporais quando nas asas permitem que nadem velozmente sem se congelarem. Contudo, até hoje não eram muitos conhecidos os termos da evolução da espécie.
Por razões que os cientistas ainda não conhecem, a cor padrão dos pinguins com corpo escuro e a parte frontal branca parece ser também uma característica adotada recentemente. Segundo os cientistas, a mudança na propulsão debaixo d'água pode ter afetado os melanossomos --estruturas celulares que armazenam pigmentos que dão cor à pele-- e influenciado na cor das penas.
Encontrado na penugem de criaturas vivas, os melanossomos foram achados em fósseis de aves em 2008. Agora, Clarke e equipe mostram que eles também podem ajudar a determinar o desenvolvimento evolucionário dos pinguins.
Os pesquisadores analisaram os fósseis encontrados no Peru e, aparentemente, as asas e as penas do pinguim antigo parecem muito com o que vemos nos animais de hoje, mas os melanossomos, não.
Jakob Vinther, um dos primeiros a notar a presença de células da pigmentação em fósseis, disse que o fato de só poder observar a cor de organismos extintos já é um marco.
Editado: Ciencia Possivel

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